ago 1 2019

Indústria intensifica ordens de compra de olho em demanda do Dia dos Pais


Na maioria das praças pecuárias, os preços da arroba do boi gordo ficaram estáveis na última quarta-feira, 31 de julho, segundo informa nesta manhã de quinta-feira a Scot Consultoria.

A equipe de analistas da consultoria de Bebedouro (SP) identificou forte escassez de oferta de boi gordo em algumas regiões do país. É o caso do Pará, onde a entressafra está definida e a menor disponibilidade de boiadas é evidente.

Na região de Marabá, os frigoríficos estão pulando dias de abate e ofertando preços acima das referências, relata a Scot.

Com o pagamento dos salários e o Dia dos Pais, o mercado aguarda melhora no consumo doméstico de carne bovina, o que pode resultar em aquecimento dos preços do boi.

Em São Paulo, observa a Scot, compradores também estão fazendo ofertas de compra acima da referência. A média das escalas de abate no Estado gira em seis dias.

MT registra maior oferta e indústrias elevam escalas

Na comparação com outros Estados, o Mato Grosso tem registrado uma oferta maior de boiadas, o que resultou em aumento nas escalas de abate das indústrias locais, informa a Agrifatto.

Segundo a consultoria, ontem, 31 de julho, as programações de matanças no MT subiram na comparação diária, para oito dias úteis em média.

Por outro lado, o Mato Grosso do Sul, informa a Agrifatto, exibe sinais de menor disponibilidade de animais prontos, com as programações atendendo ao redor de seis dias úteis, na média para o estado.

No mercado físico paulista, os negócios mostram relativa firmeza nesta semana, com predomínio de negócios para o boi comum entre 154/@ e 157/@ (FOB e para descontar impostos).

Ontem (31), o indicador do boi gordo Esalq-Cepea/B3 ficou em R$ 152,80/@, com queda de 0,68% ante o fechamento anterior.

Relação de troca de reposição melhora em GO

O Estado de Goiás registrou melhora na oferta de animais de reposição, elevando a liquidez neste mercado, informa nesta quinta-feira a Scot Consultoria.

Nas últimas semanas, os preços da reposição têm recuado e os recriadores e invernistas ficaram mais dispostos a repor o plantel da fazenda, de acordo com a Scot.

Em geral, as negociações aumentaram para todas as categorias, com destaque para o garrote, que desperta grande interesse dos confinadores.

Na comparação mensal, o preço do boi gordo subiu 2,2%, taxa superior ao movimento de alta observado no mercado de reposição, elevando o poder de compra do pecuarista.

A melhor relação de troca é com o bezerro de desmama (6@), pois o preço desta categoria recuou 1,3% neste mesmo intervalo, informa a Scot.

No mês passado, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,88 bezerro desmamado; atualmente compra-se 1,94, o que significou uma melhora de 3,5% no poder de compra.

Para o garrote, a melhora foi menor (1,7%), com a troca saindo de 1,48 para 1,50, nas mesmas condições.

Indústria intensifica ordens de compra

A expectativa de uma melhora no consumo de carne bovina a partir da entrada da massa salarial (neste início de mês) e o término das férias escolares fazem com que os frigoríficos voltem ao mercado de forma mais firme e ativa, segundo análise da Informa Economics FNP.

“A manutenção do firme ritmo das vendas externas e as curtas escalas de abate das indústrias também geram suporte adicional ao mercado físico, acrescenta a consultoria paulista.

Nesta quinta-feira (1 de agosto), o mercado físico de boi gordo registrou uma aparente melhora na liquidez de negócios, observa a FNP. “Naquelas praças pecuárias onde foi possível verificar uma retomada no fluxo de comercialização, tal condição foi essencialmente associada a altas nos preços da arroba”, relata.

Na região Noroeste de São Paulo, o valor do boi gordo foi negociado nesta quinta-feira a R$ 158/@, a prazo, livre de Funrural, com estabilidade em relação ao dia anterior.

Portal DBO