ago 2 2019

Cerca de 90% dos latino-americanos consomem carne regularmente


Cerca de 90% da população da América Latina consome carne pelo menos uma vez ao mês, segundo pesquisa de mercado realizada pela multinacional Kerry, empresa líder mundial no setor de Taste & Nutrition, que inclui a venda de conservadores e aromatizantes de alimentos.

O levantamento, realizado com 2.400 pessoas em 6 países do Continente (30% delas no Brasil), apontou que 88% dos entrevistados consumiram itens cárneos (calabresas, presuntos e as demais carnes processadas) pelo menos uma vez por mês, havendo maior frequência entre homens e pessoas na faixa etária de 18 a 34 anos.

A pesquisa indicou também que 49% dos latino-americanos leem o rótulo dos produtos para checar a quantidade de sódio e que isso se torna fator decisivo no momento da compra. “As pessoas estão se mostrando mais conscientes e a indústria está mudando a forma como oferece opções de consumo”, afirma Alejandra Rullan, Diretora de Nutrição da Kerry na América Latina.

A empresa tem buscado desenvolver ingredientes que dispensam o sódio na agregação de sabor. Entre elas, uma solução à base de aipo. O vegetal, rico em nitrato, é transformado em nitritos após um processo de fermentação. Desse modo, a substância auxilia na preservação da carne curada, substituindo nitritos sintéticos.

O desenvolvimento dessas soluções, segundo a própria Kerry, é um esforço para atender ao setor “Clean Label”, um nicho de mercado que busca saber sobre o que está presente em seu alimento, onde foi desenvolvido e como foi processado.

A pesquisa apontou que entre os ingredientes mais rejeitados pelos consumidores, estão açúcares (citado por 15% dos entrevistados), gorduras (9%) e, em seguida, os conservantes (7%). No caso do conservante à base de aipo desenvolvido pela empresa, sua presença pode ser declarada nos rótulos como como aipo em pó, com aplicação principalmente em linguiças curadas, salsichas e presuntos.

“Diante de tantas transformações no consumo, a indústria está alterando inclusive a forma como oferece as informações dos alimentos, deixando os rótulos mais simples, com menos ingredientes e mais compreensíveis”, explica a companhia em nota.

Portal DBO