ago 3 2019

EUA fecham acordo com UE para ampliar exportação de carne bovina


O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira ter chegado a um acordo com a União Europeia sobre as exportações de carne, bloqueadas durante muito tempo por preocupação com o uso de hormônios por parte dos pecuaristas americanos.

- É uma grande vitória para os pecuaristas - disse Trump, acrescentando que a "a carne de gado americana é a melhor do mundo".

O acordo de princípio havia sido anunciado em meados de junho, quando funcionários da UE, em nome dos 28 países-membros, e dos EUA estabeleceram uma cota maior para a carne bovina americana de "alta qualidade", ou seja, sem hormônios.

- No primeiro ano, as exportações de carne dos EUA para a União Europeia, livre de impostos, vão aumentar cerca de 46% - disse Trump na Casa Branca. - Em sete anos, devem saltar para 90%.

O conflito entre ambos os países por causa da carne teve início em 1988, quando a Europa proibiu a importação de carne bovina de animais que foram tratados com hormônios de crescimento.

Em represália, os EUA impuseram, em 1999, taxas a certos produtos europeus mas, em 2009, suspenderam as sanções em troca de obter uma cota de importação para a carne de gado estrangeira de "alta qualidade", incluindo a americana.

No entanto, outros produtores como Argentina, Austrália e Uruguai se apoderaram de uma grande parte dessa cota, o que levou o governo de Barack Obama a ameaçar, no fim de 2016, retomar as sanções alfandegárias.

Para chegar ao último acordo, os membros da UE permitiram que a comissão concedesse aos EUA uma maior parte na cota.

Quando o acordo for concluído completamente, em sete anos, os EUA desfrutarão de um contingente de 35 mil toneladas anuais livres de impostos, com um valor aproximado de US$ 420 milhões.

Atualmente, as exportações anuais dos EUA são de 13 mil toneladas, segundo o Departamento de Comércio americano. O acordo entra em vigor no outono do Hemisfério Norte (a partir de setembro).

O Globo