jul 11 2019

Contrabando de gados paraguaios facilita disseminação de febre aftosa, diz pecuarista brasileiro


O Brasil e o Paraguai anunciaram nesta terça-feira (9) que vão firmar um acordo para reforçar a vigilância sanitária na fronteira para proteger a produção de gado e de soja.

Para ser concretizado, o acordo ainda precisa ter aval das áreas jurídicas do governo dos dois países. Ele prevê a criaçao de unidades regionais de vigilância sanitária dos dois lados da fronteira.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Jonatan Barbosa, o pecuarista e presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), disse que o maior problema está no gado paraguaio vindo através de contrabando.

Jonatan Barbosa justifica dizendo que o gado brasileiro já é vacinado quase em sua totalidade.

A medida anunciada pelos dois países busca fortalecer a fiscalização na fronteira e faz parte do plano hemisférico de erradicação da febre aftosa e também inclui o registro de produtores e da população bovina que vive em um raio de 15 km da fronteira.

Os governos do Brasil e do Paraguai vão lançar um projeto de controle integrado para o monitoramento dos rebanhos, que será atualizado a cada quatro meses.

A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, que estava presente no encontro, propôs a participação de outros países da região em um banco de vacinas que está sendo criado no Brasil contra a febre aftosa.

O acordo que ainda será assinado prevê a realização de encontros bilaterais também a cada quatro meses para avaliar as medidas de vigilâncias.

Sputinik