abr 1 2019

Maior produção e demanda fraca devem pressionar preço do leite no 2º tri


Os preços do leite pago ao produtor em patamares superiores aos observados no início de 2018 devem fomentar a produção local de leite no Brasil, segundo avalia o Rabobank em seu relatório trimestral sobre o setor. O banco, contudo, ressalta que a baixa perspectiva de demanda no país diante do elevado índice de desemprego e dos efeitos da recessão dos últimos anos devem pressionar o mercado local até o final de junho (segundo trimestre).

“Com as margens dos pecuaristas de leite em níveis positivos no final do primeiro trimestre de 2019 e custos de produção razoáveis, a produção pode continuar avançando a uma taxa de 2% (na comparação com o segundo trimestre de 2018) e limitar o aumento nos preços nos próximos meses”, avalia o banco em nota na qual aponta que a economia brasileira está em “modo de espera”, o que contribui para um demanda tímida nos próximos meses.

Do lado da indústria, o Rabobank desta a estabilidade nos preços do leite UHT e do queijo mussarela nas últimas semanas mesmo diante dos altos preços do leite na fazenda. O cenário, na avaliação do banco, indica que os processadores estão enfrentando dificuldades para repassar os preços do leite cru para os consumidores. “Como resultado desse cenário, as margens diminuíram para o setor durante o primeiro trimestre e pressionaram os processadores”, conclui a instituição financeira.

Em relação às importações, os analistas do Rabobank esperam crescimento tanto em valor quanto em volume este ano, acompanhando o movimento observado desde o início do ano. Segundo o relatório, as aquisições brasileiras de leite no mercado internacional avançaram 40% nos dois primeiros meses de 2019 na comparação com igual período do ano passado. No caso do queijo, esse aumento foi de 24%.

“É provável que as importações continuem crescendo em relação a 2018, uma vez que a base de comparação não é tão alta e que os preços atuais do leite continuam atraentes no Brasil quando comparados com os países vizinhos. No entanto, a taxa de câmbio, como sempre, terá uma grande participação na determinação de quão atraente será a importação nos próximos meses”, alerta a instituição financeira.

Fonte: Portal DBO