mar 7 2019

Leite: "Há décadas os problemas são os mesmos que nunca foram resolvidos"


O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite – ABRALEITE, Sr. Geraldo de Carvalho Borges, aceitou nosso desafio e resolveu esclarecer alguns fatos importantes sobre a crise do setor leiteiro no Brasil.

É importante que você entenda que a crise no setor leiteiro não é algo novo, esta sensação de abandono por parte do poder público é algo recorrente em diversos governos. Por isso abordaremos os fatos mais recentes, para conseguirmos reunir as principais informações em único artigo.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite – ABRALEITE, Sr. Geraldo de Carvalho Borges, aceitou nosso desafio e resolveu esclarecer alguns fatos importantes sobre a crise do setor leiteiro no Brasil.

É importante que você entenda que a crise no setor leiteiro não é algo novo, esta sensação de abandono por parte do poder público é algo recorrente em diversos governos. Por isso abordaremos os fatos mais recentes, para conseguirmos reunir as principais informações em único artigo.

Em entrevista ao portal AGRONEWS BRASIL, Geraldo Borges relata que “a equipe econômica do novo governo inicialmente tomou a decisão errada em não renovar as tarifas, tendo que o presidente Jair Bolsonaro intervir após as fortes manifestações da classe produtora de leite e os parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária que apoiaram firmemente a ABRALEITE e toda a classe produtora de leite“. Além desta afirmação conversamos sobre outros temas importantes para a classe, então vamos a entrevista:

AGRONEWS BRASIL: SR. PRESIDENTE, COMO A ABRALEITE AVALIA A DECISÃO DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA EM NÃO RENOVAR A TARIFA ANTIDUMPING DA UNIÃO EUROPEIA E NOVA ZELÂNDIA?

GERALDO BORGES: “Esta nova equipe econômica afirmou que a equipe econômica do governo anterior já havia negado em setembro de 2018 à peticionária CNA, o que não era público e que também influenciou para a tomada de decisão equivocada da atual equipe econômica”.

“Entendemos que foi errada a decisão do Ministério da Economia de não renovar as tarifas antidumping, não só pelo risco que passamos a voltar a ter de práticas de dumping da Comunidade Europeia e da Nova Zelândia, que tem o seu produto extremamente subsidiado podendo entrar com o produto leite em pó com preços abaixo dos preço nacionais, mas entendemos, também, que ausência das tarifas antidumping geraria um risco muito grande de especulação de algumas indústrias que poderiam utilizar a informação de não mais existir das tarifas antidumping (mesmo existindo o imposto de importação de 28%), para manipular os preços abaixando ao produtor“.

AGRONEWS BRASIL: O SETOR JÁ CONSEGUIU SE RECUPERAR DO AUMENTO CONSIDERÁVEL NO VOLUME DE LEITE IMPORTADO PROVENIENTE DO MERCOSUL, ESPECIFICAMENTE DA ARGENTINA E URUGUAI?

GERALDO BORGES: “O fato da importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai em outubro de 2018 ter sido o dobro da importação de outubro de 2017, não afetou em nada os estoques nacionais. A prova disso é que em janeiro/19 as indústrias de laticínios precisaram aumentar os preços pagos aos produtores. Nos parece muito mais uma especulação por parte de algumas indústrias em utilizar da informação para baixar os preços pagos aos produtores”.

AGRONEWS BRASIL: Aqui cabe um alerta, pois a própria Ministra Tereza Cristina afirmou que a nossa maior preocupação deve ser o Mercosul. “Nosso maior problema ainda está no Mercosul”, disse a ministra. “Nós também estamos discutindo o problema da importação do leite que vem via Uruguai e Argentina. Já sentamos com a Argentina, estivemos com o governo Argentino, os ministros, e estamos construindo uma política juntos, para talvez abrirmos um mercado. Nós também podemos aproveitar para pedir ao governo (Brasileiro) que diminua as taxas de importação de equipamentos para a produção de leite, como robôs, teteiras e outras coisas. Hoje, o setor paga 100% de impostos sobre esses equipamentos. O setor pode ganhar bastante com isso”.

AGRONEWS BRASIL: GERALDO, DIVERSOS VEÍCULOS NOTICIARAM “CRISE NO SETOR LEITEIRO” A QUE SE REFERE ESTA CRISE? PODE RESUMIR QUAIS OS PRINCIPAIS FATORES QUE INCIDEM DIRETAMENTE SOBRE A CATEGORIA?

GERALDO: “Há décadas se notícia crise no setor leiteiro brasileiro, porque há décadas os problemas são os mesmos que nunca foram resolvidos. O percentual de leite consumido no Brasil que é importado do Mercosul é muito pequeno comparado ao volume total consumido pela população brasileira, mesmo sendo do Mercosul os maiores volumes de importações. Mas as famigeradas as importações de leite em pó do Uruguai e da Argentina sempre foram motivo para que o preço pago aos produtores no Brasil despencassem sistematicamente ou orquestradamente em diversos momentos, todos os anos por décadas”.

“O custo Brasil talvez seja um dos piores fatores que torna o preço do nosso leite não competitivo e abre guardas para que outros problemas aconteçam na cadeia produtiva do leite nacional, como é o caso da gangorra de preços praticados pela indústria ao produtor”.

AGRONEWS BRASIL: TEMOS ACOMPANHADO DIVERSAS MANIFESTAÇÕES DE ENTIDADES DE CLASSE E ATÉ MESMO DE GRUPOS INDEPENDENTES DE PRODUTORES DE LEITE EM TODO O BRASIL, ESSA AGITAÇÃO DEMONSTRA QUE O SETOR NÃO ESTÁ EM CONCORDÂNCIA COM AS ATUAIS POLÍTICAS PÚBLICAS E NEM TÃO POUCO COM A POLÍTICA DE PREÇOS PRATICADA PELA INDÚSTRIA. NA SUA OPINIÃO, ESTES MOVIMENTOS AJUDAM OU ATRAPALHAM A ATUAÇÃO DA ABRALEITE, QUE É A ENTIDADE RESPONSÁVEL EM DEFENDER OS DIREITOS DO PRODUTOR?

GERALDO BORGES: “A ABRALEITE é precursora de todos os movimentos e manifestações desde que foi criada em Julho de 2017, ou seja, há um ano e meio. Foi precursora e peticionária inclusive de audiências públicas”.

“A ABRALEITE é entidade que prega a união da classe produtora de leite e das entidades representantes desta classe, sejam regionais ou nacionais.

“A ABRALEITE apoia todo e qualquer movimento que denote união dos produtores e manifestações que sejam objetivas, bem planejadas, com propósitos que sejam no sentido da defesa da classe produtora de leite e na construção de políticas públicas para o setor leiteiro, que é o que a jovem ABRALEITE vem fazendo desde sua criação”.

“A ABRALEITE é a entidade que, mesmo com pouco tempo de existência, trabalha de forma contínua com cobranças e proposições constantes ao executivo (governo federal e governos estaduais) e atua juntamente ao legislativo com proposições e acompanhamento de projetos de leis que beneficiarão a classe produtora de leite”.

AGRONEWS BRASIL: EXISTE UMA PERCEPÇÃO DE QUE NÃO HÁ UNIÃO NA CLASSE DE PRODUTORES DE LEITE, COMO O SR. PRETENDE UNIFICAR TODAS ESTAS MANIFESTAÇÕES E CANALIZAR A FORÇA DO SETOR LEITEIRO PARA MELHORAR O POSICIONAMENTO FRENTE AS LIDERANÇAS POLÍTICAS?

GERALDO BORGES: “Seis meses antes da criação da ABRALEITE o grupo que se reuniu para iniciar os trabalhos de criação da entidade identificou todas as deficiências do setor e a primeira destacada, dentre várias deficiências, foi a desunião da classe produtora de leite e das entidades que a representam”.

“Graças ao trabalho consistente desta jovem associação que percorreu e continua percorrendo todo o país, começamos a gerar em todo Brasil uma união nunca vista desta classe produtora. Prova disso, são os milhares associados que a entidade possui em todos os Estados da Federação e toda sua forte representação, contando inclusive com mais de 220 líderes em sua diretoria e seus conselhos. Esses líderes são em sua maioria presidentes de associações, cooperativas, sindicatos e de federações de agricultura”.

“A mensagem que passamos aos produtores que ainda não estão filiados à ABRALEITE é que providenciem sua filiação, lembrando que a ABRALEITE é a única entidade democrática que permite a filiação de produtores numa categoria contribuinte ou em uma categoria não contribuinte, ou seja, aqueles que não tem condições de pagar não deixem de se filiar à entidade, aumentando assim a sua força e representatividade, para conseguirmos todos unidos mudar esse cenário ruim da classe produtora de leite no Brasil”.

AGRONEWS BRASIL: COMO É A RELAÇÃO DA ABRALEITE COM O GOVERNO FEDERAL? EXISTE FÁCIL ACESSO PARA DIALOGAR COM AS LIDERANÇAS POLÍTICAS E CONSTRUIR UMA AGENDA PROPOSITIVA PARA O SETOR?

“Desde sua criação a ABRALEITE sempre foi muito respeitada por sua postura e forma de tratar os vários assuntos importantes que precisam ser resolvidos nos Ministérios e em outros órgãos do governo federal e dos governos estaduais”.

“Em relação ao Ministério da Agricultura tivemos posições firmes com anterior Ministro Blairo Maggi e tivemos em diversos momentos soluções parciais ou totais de assuntos levados e cobrados àquele Ministro”.

“Temos ótimo relacionamento com a atual ministra Tereza Cristina, tendo apoiado a sua nomeação ao Ministério da Agricultura. Também temos excelente relacionamento com todo o seu secretariado”.

“A única dificuldade que tivemos no governo anterior foi com extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que neste novo Governo foi incorporado ao Ministério da Economia. Nossas dificuldades foram principalmente quando o assunto era sobre as desregradas e prejudiciais importações de leite em pó do Uruguai da Argentina”.

“É nítido e claro através das redes sociais, veículos de comunicação e também dos canais de TV do agro, como a ABRALEITE tem acesso ao executivo e ao legislativo por causa de sua seriedade, representatividade, trabalho persistente e perspicaz e respeito imposto”.

AGRONEWS BRASIL: DURANTE A ELEIÇÃO, MUITO SE FALOU EM DESONERAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA, DESBUROCRATIZAÇÃO E INCENTIVOS, QUAIS PROJETOS PARA BENEFICIAR O PRODUTOR DE LEITE JÁ EXISTEM OU ESTÃO EM TRAMITAÇÃO NO GOVERNO FEDERAL? E COMO TER ACESSO A ESTES BENEFÍCIOS?

“O novo governo ainda não apresentou nenhum projeto e está ouvindo as entidades de classe, principalmente através da Câmara Setorial do Leite do MAPA, que foi uma decisão tomada recentemente no dia 17 de Janeiro”.

“A ABRALEITE se posicionou nesta reunião no dia 17 de janeiro com a ministra, toda sua equipe e com as entidades do setor, afirmando a necessidade de implementação de algumas ações que precisam ser realizadas de maneira urgente, dentre elas, a desoneração da cadeia produtiva do leite para que possamos ter preços competitivos com outros países exportadores de lácteos, para que possamos ser grandes exportadores e não ficarmos sempre preocupados com o preço baixo de países vizinhos do Mercosul e países eficientes em suas produções como a Nova Zelândia e os da Comunidade Europeia, que também tem muitos subsídios”.

AGRONEWS BRASIL: AINDA SOBRE A DECISÃO DO MINISTRO PAULO GUEDES EM NÃO RENOVAR A TARIFA ANTIDUMPING, FICOU CLARO QUE A MINISTRA TEREZA CRISTINA NÃO CONCORDA COM ESTA ATITUDE, DO PONTO DE VISTA HIERÁRQUICO, A QUEM CABERIA ESTA DECISÃO?

“Ficou claro que o ministério da economia deveria ter consultado o Ministério da Agricultura e o setor produtivo para que tomasse a decisão correta”.

“Esperamos e temos cobrado do ministro Paulo Guedes que não tome novamente decisões precipitadas e equivocadas que possam prejudicar a classe produtora nacional que merece respeito por sua importância econômico-social para todo país”.

AGRONEWS BRASIL: A ABRALEITE, SEGUINDO ESTA MESMA HIERARQUIA, A QUEM DEVE SE REPORTAR? O SR. TENTOU CONTATO COM O MINISTRO PAULO GUEDES? OU PROCUROU A MINISTRA TEREZA CRISTINA? OU FOI DIRETAMENTE AO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO PARA TRATAR DAS CONSEQUÊNCIAS DO ANTIDUMPING?

“A ABRALEITE esteve em várias reuniões com a ministra Tereza Cristina, sua equipe e também esteve com a equipe do Ministério da Economia, sobretudo com o secretário Marcos Troyjo, vice-ministro da Economia do Brasil, responsável pelo Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, para tratar do assunto da renovação das tarifas antidumping”.

“A decisão final foi do presidente Bolsonaro que afirmou que adotaria alguma medida de compensação para retornar um percentual igual ao que as tarifas antidumping tarifavam, ou seja, 14,8% para Comunidade Europeia e 3,9% para Nova Zelândia. Inicialmente essas medidas poderiam ser o aumento da tarifa de importação na Letec passando de 28% para 42,8% no caso de leite advindo da União Europeia e de 28% para 31,9% para o leite vindo da Nova Zelândia”.

“Mais recentemente o governo declarou que está tratando do assunto com a Comunidade Europeia e a OMC, onde há outros produtos em negociação e que, se necessário, utilizará de medida de salvaguarda cruzada em relação ao aço europeu”.

“Seguimos aguardando e confiando na posição do Presidente da República Jair Bolsonaro, que nos garantiu segurança nesse assunto , afirmando que não haverá a possibilidade da prática de dumping com importações da Comunidade Europeia e da Nova Zelândia”.

AGRONEWS BRASIL: UMA COISA QUE NOS CHAMOU A ATENÇÃO FOI O FATO DE NENHUMA ENTIDADE LIGADA A INDÚSTRIA TER SE MANIFESTADO. NA SUA OPINIÃO, PORQUE A INDÚSTRIA NÃO SE MANIFESTOU COM ESTA DECISÃO? ELA SERÁ BENEFICIADA? E QUEM MAIS IRÁ SE BENEFICIAR COM A SUSPENSÃO DO ANTIDUMPING?

GERALDO BORGES: “Se a indústria não se manifestou sobre a não renovação das tarifas antidumping, acreditamos que é porque não era interessante para ela”.

“Parte das Indústrias instaladas no Brasil nacionais e multinacionais são importadoras de leite em pó do Mercosul e certamente seriam importadoras da Comunidade Europeia e da Nova Zelândia também, bastando para isso preço menor do que o preço do leite produzido no Brasil, o que é fácil de se crer, baseado no alto custo de produção que temos, diferente dos outros países que além de eficiência de serviços públicos e infraestrutura decente, recebem subsídios de seus governos, principalmente os países europeus”.

AGRONEWS BRASIL: AGORA QUEREMOS ESCLARECER UM PONTO IMPORTANTE SOBRE TODO ESTE PROCESSO DE IMPORTAÇÃO. DO PONTO DE VISTA DO SETOR LEITEIRO A DECISÃO FOI CONSIDERADA UM EQUÍVOCO TOTAL, PODENDO TRAZER DIVERSOS PREJUÍZOS AOS PRODUTORES COMO JÁ AVALIAMOS ANTERIORMENTE, MAS SE ANALISARMOS DO PONTO DE VISTA DO CONSUMIDOR, A IMPORTAÇÃO IRÁ FAZER BAIXAR O PREÇO DO LEITE NA GÔNDOLA DO SUPERMERCADO? PORQUE O GOVERNO FEDERAL ADOTOU ESTE MEDIDA?

GERALDO BORGES: “Não acreditamos que os preços abaixariam ao consumidor e se isso acontecesse seria por um período muito curto e também de forma muito pequena”.

“Depois o consumidor com certeza pagaria a conta com preços altos nas gôndolas dos supermercados, após o aumento da crise instalada na cadeia produtiva do leite nacional, com mais saídas produtores da atividade, o que geraria uma inflação nos preços, por causa da redução na oferta de leite produzido no país”.

“Entendemos que a equipe econômica pressionada por interesses de algum segmento, bem como preocupada com a opinião pública, tomou a decisão equivocada que precisou ser corrigida pelo presidente da república”.

AGRONEWS BRASIL: O QUE OS PRODUTORES DE LEITE DEVEM ESPERAR A PARTIR DESTE CENÁRIO DOS PRIMEIROS 60 DIAS DA NOVA GESTÃO DO BRASIL

“Avaliar um governo em seus primeiros 60 dias é um pouco precipitado mas estamos firmes observando, cobrando e acreditando que o governo vá cumprir com suas promessas no sentido de desonerar a cadeia produtiva nacional, combater sistemicamente a corrupção e de promover a segurança jurídica e segurança no campo aos produtores rurais em geral”.

“Relembrarmos que esse Governo foi maciçamente votado pela classe produtora brasileira que lhe deu a vitória nas urnas”.

AGRONEWS BRASIL: AGORA VAMOS FALAR UM POUCO MAIS SOBRE A ABRALEITE, QUANTO TEMPO DE EXISTÊNCIA E QUAIS AS CONQUISTAS IMPORTANTES A ENTIDADE CONSEGUIU PARA O SETOR?

GERALDO BORGES: “A ABRALEITE foi criada em 12 de julho de 2017, começando a funcionar em outubro de 2017 e portanto tem menos do que um ano e meio de funcionamento”.

“Mesmo com esse pouquíssimo tempo de existência, trabalhando em sua consolidação com a criação e crescimento de seu quadro associativo que já são milhares em todo o Brasil, trabalhando na construção de sua sede própria que já está pronta, ainda teve tempo para cobrar várias ações diferentes ao governo federal e propôs e acompanha 24 projetos de lei sendo dois já sancionados e que ja são Leis e vários já tendo tramitado na Câmara, já estando no Senado”.

“A ABRALEITE atuou firmemente em vários momentos. Como exemplos podemos citar negociações coletivas de dívidas de produtores de leite, suspensão de importações de leite em pó do Uruguai em outubro de 2017, proibição das renovações das instruções normativas do MAPA que permitiam reidratação e o reinvase de leite em pó no nordeste, denúncia pedido de investigação e autuação à indústrias que promoveram fraude econômica no leite UHT por meio de adição de soro de leite, regulamentação de rotulagem de leite A2 em andamento, combate à propagandas agressivas ao leite e aos seus produtores(como foi o caso da do “leite de coco do bem”), a ABRALEITE também atua na divulgação do leite e seus derivados como alimentos saudáveis para o ser humano em todas as fases de sua vida, visando o aumento do consumo interno de leite e derivados lácteos que se encontra estagnado há praticamente 5 anos e a ABRALEITE ainda atuou de maneira muito forte e consistente em diversas audiências públicas, na greve dos caminhoneiros e agora recentemente em relação às tarifas antidumping”.

AGRONEWS BRASIL: PRA FECHARMOS NOSSA ENTREVISTA, GOSTARIA QUE O SR. DEIXASSE AS SUAS CONSIDERAÇÕES FINAIS.

“A ABRALEITE é uma entidade séria e unicamente comprometida com a classe produtora de leite, que está cada dia mais forte e consolidada com respeito da opinião pública, do executivo, do legislativo e da Imprensa. A ABRALEITE é a autêntica representante da classe produtora de leite brasileira”.

“Essa jovem Associação está promovendo a mudança do cenário do produtor de leite nacional, para que este tenha remuneração digna e o reconhecimento de seu valor para toda a sociedade nacional e internacional”.

“Produtores, empresas, entidades, técnicos e parceiros do setor da pecuaria leiteira que queiram fazer parte da ABRALEITE serão todos muito bem vindos e poderão se manifestar através do e-mail institucional da entidade: abraleite@abraleite.org.br”.

A ABRALEITE TEM A MISSÃO DE:

Congregar produtores de leite, criadores, técnicos, empresas e entidades do setor;
Cuidar de uma melhor legislação e das relações governamentais;
Defender os produtores de leite, sobretudo quanto a obtenção de preços justos e estáveis do seus produtos;
Promover o leite como alimento saudável ao ser humano, gerando aumento de consumo;
Incentivar a produção e produtividade com tecnologia e qualidade.

Fonte: AgroNews