fev 21 2019

Produtores brasileiros de carne buscam aumentar exportações para Rússia


A Rússia decidiu impor restrições à carne vinda do Brasil à época devido ao uso de ractopamina, substância proibida em alimentos na Rússia, na União Europeia e na China. O produto é utilizado na alimentação de bovinos e suínos com o objetivo de reduzir a gordura no animal e deixar a carne pronta para o abate.

O veto um ano depois, em novembro de 2018, mas só agora as vendas começaram a ser retomadas. De acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), a Rosselkhoznadzor — Serviço Sanitário da Rússia, semelhante à Anvisa — levantou o embargo de apenas 9 plantas, 5 de bovinos e 4 de suínos. Diferença grande das 48 antes de 2017 autorizadas a vender carne para o país. Exportadores de peso continuam com restrições, à exceção da Minerva que mantém criação de bovinos em Palmeira de Goiás.
Após sanções europeias a Moscou, a Rússia se transformou na maior compradora de carne brasileira no mundo, chegando a importar 400 mil toneladas. A expectativa é que, normalizado o comércio, o país compre 150 mil toneladas em 2019 (ou 10% das exportações de carne previstas para o ano). É o mesmo número vendido em 2017.

Manifestando-se sobre a questão à Sputnik Brasil, a Abrafrigo explicou em nota que o volume de 3.105 toneladas vendidas em janeiro pode ser considerado o primeiro lote negociado desde o fim das restrições determinado no final do ano passado.

Intermediadora da questão, a Embaixada do Brasil na Rússia fez votos de que o tema esteja pacificado e as relações comerciais bilaterais entre os dois países se fortaleçam mais uma vez.

Fonte: Sputnik News