abr 13 2018

Mapa abrirá consulta para definir novas normativas de qualidade do leite


O Ministério da Agricultura deve colocar em consulta pública, na próxima semana, o texto de duas Instruções Normativas (INs) ligadas ao setor de leite no Brasil, informou nesta quinta-feira, 12, em nota, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS).

As duas INs em questão são a de número 51, que foi substituída pela 62 e também será discutida. Ambas trazem parâmetros importantes de qualidade do produto, como limites para contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT) no leite cru entregue pelos produtores aos laticínios.

Conforme o Sindilat-RS, que se reuniu na quarta-feira em Brasília com integrantes do setor produtivo, indústrias e outras entidades ligadas a lácteos, uma das mudanças a serem adotadas é quanto à alteração na temperatura de recepção do leite no laticínio. A proposta é que o leite chegue à indústria refrigerado a 7 graus Celsius, e não a 10 graus, exigência atual.

Já os níveis de CCS e CBT devem ser mantidos - no caso de CCS (importante indicador da incidência de mastite no rebanho leiteiro), continuará em no máximo 500 mil células somáticas por mililitro de leite. Para a CBT - que detecta o nível de contaminação do leite por bactérias e consequentemente sua qualidade -, a contagem máxima permitida permanecerá em 300 mil UFC/ml, ou seja, unidades formadoras de colônias por mililitro de leite.

O Sindilat-RS ressaltou que a alteração dessas contagens (CCS e CBT) era motivo de preocupação no setor. "Mas o Ministério da Agricultura informou que novas avaliações desses padrões serão realizadas a cada dois anos para ir refinando parâmetros e elevando os padrões de exigência sem, contudo, adotar um calendário rígido como vinha sendo feito até então", diz a nota.

Na prática, esclarece o sindicato, o regramento da produção do leite será dividido em duas INs. A primeira vai se destinar a regulamentos técnicos de identidade e qualidade de leite pasteurizado e leite tipo A, por exemplo. A segunda - onde estão as maiores mudanças - abrangerá os demais processos, como captação, transporte e entrega na indústria. "Neste momento o setor lácteo deve se debruçar sobre o texto que será publicado nos próximos dias (para consulta pública) para avaliar a possibilidade de atendimento das normas e, em caso de dificuldade, apresentar justificativas embasadas para tentar promover os ajustes necessários", recomenda a consultora de Qualidade do Sindilat-RS, Leticia Vieira, que participou da reunião em Brasília.

Fonte: Portal DBO