fev 19 2019

Mercado do boi gordo segue travado


Autor: Felippe Reis

Com o consumo fraco durante todo o mês, pelo menos até aqui, as indústrias seguram os preços ofertados pela matéria-prima (boi gordo), visto que não houve necessidade de alongar as escalas para atender a demanda interna.

Por outro lado, o maior volume de chuvas em fevereiro melhorou a capacidade de suporte das pastagens, o que permitiu aos pecuaristas reterem a boiada na fazenda, limitando a oferta de gado para o abate.

Além disso, a exportação de carne bovina in natura tem caminhado em bom ritmo e, apesar do mercado externo absorver uma fatia menor da produção total, esta ainda colabora com a precificação do produto no mercado interno. (Veja mais na página 11)

Com a demanda em baixa, a oferta limitada de boiadas e o aumento da exportação têm sido os pilares de sustentação da arroba do boi gordo.

Na média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba teve alta de 0,2% na comparação semanal. Movimento sútil, mas que demonstra a dificuldade das indústrias em alongar as escalas de abate, mesmo em um período de típica desvalorização (segunda quinzena).

Para o curto prazo a expectativa é de que a proximidade com o carnaval faça com que os frigoríficos saiam as compras com mais afinco, devendo refletir no mercado do boi gordo.